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Na minha imaginação, África sempre foi sinônimo de safári. E nem podia ser diferente para alguém que, quando criança, era vidrado no seriado de TV Daktari (quem tem saudade pode ver aqui). Por isso resolvi abrir minha cobertura da Copa 2010 com dois dias de safári fotográfico no Kruger Park, o maior, mais antigo e fascinante parque nacional da África do Sul. Lar dos “Big 5”, os cinco animais-símbolo do país (Elefante, Búfalo, Leopardo, Leão e Rinoceronte), o Kruger National Park é um colosso com 360 Km de comprimento por 65 Km de largura, criado no final do século 19 na fronteira da África do Sul com Moçambique, formando um único mega-parque transnacional com seu irmão moçambicano, o Parque Nacional de Limpopo.
A aventura começou com o aluguel de um carro em Joanesburgo, de onde encarei 5 horas de estrada até o parque. Descontado o desconforto da direção do lado direito (conto mais em um post futuro), percorrer as estradas sul africanas é uma delícia: asfalto de primeira, sinalização perfeita e motoristas educadíssimos. Nem precisei de GPS, só um mapa e um guia. Rodar pelas estradas do Brasil é que é uma verdadeira aventura…
Como cheguei às 18h, depois do fechamento do parque, dormi no Kruger Gate Hotel, opção silvestre defronte à porta principal do parque (1.050 Rand, ou R$ 250 pela suíte). Às 6 da manhã, assim que a guarita abriu eu entrei, pois é cedinho que a gente vê mais bichos. Todos os guias são unânimes em afirmar que a melhor maneira de conhecer o Kruger é dirigindo nosso próprio carro pela rede de estradinhas que percorre os refúgios animais. Mas confesso que senti um certo frio na espinha ao invadir aquele mundão sozinho em meu automóvel. E se o pneu furasse? Era tarde demais para voltar atrás.
Dentro do parque existem 12 grandes acampamentos onde a gente pode dormir em chalés, tendas ou barracas. Todos devidamente cercados para impedir a entrada de animais perigosos à noite. No portão reservei um chalé no acampamento Lower Sabie, a uns 70 Km de distância, no meio da savana africana (600 Rand por noite para duas pessoas, ou R$ 150). Comprei o guia do parque, cheio de dicas sobre onde parar para ver cada animal, e comecei minha viagem.
Estradas asfaltadas ligam os principais acampamentos, onde há vários carros de passeio andando devagar e parando sempre que aparecem animais. Uma rede de estradinhas menores, de terra batida, permite que a gente vai explorando outros recantos com mais privacidade. Ninguém pode andar (e ninguém anda) a mais de 40 Km/h. Parei para almoçar em Skukuza, um dos maiores acampamentos, com um delicioso deque à beira do rio Sabie. Me dei de presente um chapéu de couro de crocodilo na lojinha do parque e toquei adiante.
Alguns acampamentos são simples, outros mais sofisticados. Skukuza, por exemplo, tem até campo de golfe sem cerca, para os mais corajosos darem suas tacadas. Nas bordas do Kruger, enormes fazendas se transformaram em parques com acampamentos privados, que derrubaram as cercas para a reserva nacional e oferecem opções ainda mais sofisticadas de hospedagem e exploração. Neles você pode escolher entre refeições em barracas chiquérrimas à beira de um rio onde os animais vão se banhar no fim do dia, incursões a pé com guias armados ou passeios noturnos na selva.
É impossível descrever o que a gente sente diante das manadas de elefantes, os lagos repletos de hipopótamos, os crocodilos, girafas, macacos, zebras, rinocerontes, cães selvagens, búfalos, pássaros multicoloridos e outros bichos que se vê a todo instante. A única palavra que me ocorre, ainda que meio piegas, é arrebatamento. No fim do primeiro dia, em meu chalé no acampamento de Lower Sabie, meus vizinhos acendiam fogueiras enquanto eu me deliciava vendo as estrelas começarem a brilhar no céu. Às 18h o acampamento fecha, e aí ninguém entra nem sai. No dia seguinte, às 5h55, lá estava eu no portão, ansioso para me enfiar ainda mais no coração da savana africana.
Depois de dois dias percorrendo as estradas do parque, tinha de voltar a Joanesburgo para começar a cobertura da Copa para o eBand. Deixei o Kruger para trás com o coração apertado. Um único pensamento me animava: a idéia de que, assim que possível, vou pegar minha família e voltar. Mas, dessa vez, para ficar muitos dias percorrendo as trilhas mais distantes da parte norte do parque.
Que maximo Caca!!!!!
Aproveite horrores - vc merece!!
Beijocass
Oi Ri! Que demais essa escapada que vc deu pro Kruger. No texto eu viajei com vc nessa "aventura" de sonho. Adorei! É isso ai amiginho, que vc tenha uma ótima estada por essas paragens, e continue dividindo com a gente um poquito das das suas experiencias. Mas... sem pneu furado, por favor! ehehehe. Beijo grande
Essa estrada me pareceu perfeita para a selecao da Argentina treinar!! Nao vai ser dificil organizar patrocinadores para oferecer a eles um acampamento por ai tambem! Empresto minhas Havaianas para eles montarem um dos gols. Grande abraco, Ricardo. E boa copa!
maraaaaaaaavilhooosooooo!!!! Simplesmente maravilhoooossooo!!!
suas fotos sao muito boas e seus comntarios no radio estao muitos doidos demais ////////////////
Valeu pela força, Adelcio!
O Blog tá muito legal, mas poderia postar alguns vídeos daria mais vida ao blog.
Em tempo digo, não corte mais nenhuma parte da imagem que estiver fotografando (Cão selvagem sem patas).
Ir à África sem participar de um safári não pode.......tenho essa vontade tb ! Será que há quem não queira o mesmo?
Boa Copa para todos nós.....
08.03.2012 - 09h:58
28.02.2012 - 12h:45
05.10.2011 - 13h:51
10.09.2011 - 14h:06