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A apresentação mais aguardada do primeiro dia da GSMA Mobile World em Barcelona era a do presidente da Microsoft, Steve Ballmer. Depois de ver o mercado de smartphones escapar entre seus dedos ao longo da década, primeiro com a inovação do BlackBerry, e depois com a revolução do iPhone, esperava-se algo radical da empresa criada por Bill Gates. Não apenas em termos de interface e arquitetura dos aparelhos, mas principalmente no que diz respeito ao modelo de negócio e ao relacionamento com desenvolvedores independentes de software.
Mas nada disso aconteceu. Ballmer preferiu a cautela no trato com as operadoras e fabricantes de aparelhos, exatamente o oposto do que Steve Jobs fez há três anos com o lançamento do iPhone. Apesar de apresentar um sistema operacional interessante, a Microsoft se manteve dentro das regras do jogo impostas pelos donos do mercado da telefonia celular. De quebra, em um vídeo promocional apresentado durante o evento, desdenhou da revolução das aplicações independentes, que turbinaram os 3 bilhões de downloads da App Store da Apple e começam a fazer o mesmo com o Android Market do Google. Com isso, pode ter perdido definitivamente o bonde da história da comunicação móvel. A pior notícia, entratando, veio no final da apresentação: aparelhos com o novo sistema só devem chegar ao mercado no Natal.
Toda a especulação sobre a possibilidade de um aparelho com a marca da Microsoft, a exemplo do que fez o Google com o Nexus One e a Apple com o iPhone, mostrou-se infundada. Ballmer entregou ao vice-presidente de soluções móveis Joe Belfiore a tarefa de demonstrar o novo sistema. Se a apresentação tivesse acontecido há dois ou três anos, causaria impacto. Hoje, entretanto, acabou sendo tediosa.
Como vai exigir processadores velozes e especificações rígidas de hardware, o Windows Phone 7 Series deixa a impresão de que vai repetir os erros do Windows Vista no mercado de PCs. A diferença é que a Microsoft domina amplamente a arena de computadores pessoais, na qual ainda pode se dar ao luxo de errar. Nada disso acontece quando o assunto são telefones celulares.
Segundo a Canalys, empresa especializada na análise do mercado de tecnologia, a maior fatia do bolo de smartphones em 2009 continuou com o sistema Symbian, usado em aparelhos de fabricantes como a Nokia e a Sony Ericsson, com participação de 47,2%. Depois vem o sistema da RIM, fabricante do Blackberry, com 20,8%. Em terceiro lugar, e crescendo rápido, aparece o iPhone da Apple, com 15,1%, seguido pela Microsoft, com 8,8%. O sistema operacional Android, do Google, tem por ora apenas 4,7% do mercado. Mas um ano antes, a participação do Windows Mobile era de quase 14%. Por isso os analistas esperavam algo mais radical no anúncio de hoje em Barcelona.
Os fabricantes apresentados como parceiros da Microsoft – Dell, HTC, HP, LG, Samsung, Sony Ericsson e Toshiba – estão lançando aparelhos com todos os sistemas operacionais imagináveis, do Symbian ao Google Android, sem contar soluções feitas em casa, como o Bada, da Samsung. Nesse cenário, é difícil ver um futuro brilhante para a interface quadradinha do Windows Phone 7 Series e para um modelo de negócio que se acomoda às exigências das operadoras e ainda cobra royalties dos fabricantes de aparelhos. O resultado da falta de ousadia pode ser fatal.
A expectativa começou mesmo foi no lançamento do WM6.5, que foi um desastre, pois praticamente não houve nada de de novo, nada de excitante, nada que fizesse um usuário de iPhone pensar, cogitar trocar pelo WM.
O mais interessante desta nova versão é o termo SERIES, que, o que tudo indica, trará o WP7 em mais de uma versão, algo como um WP7 Starter Edition até uma versão Ultimate, com preços e especificações para todos os gostos!
Outro detalhe é que a retrocompatibilidade, sempre existente no WM, deixará de existir, com isso será necessário um exército e tanto de desenvolvedores para lançar aplicativos para o WP7 Series, pois os aplicativos para o WM5, WM6 e WM6.5 não funcionarão neste novo sistema.
Oi Ricardo!
Estou passando para fazer uma visita!
Abraço para toda família,
Mariza Matheus :-)
PS: gostei muito de seu blog (colocarei um link no meu, tá?)
Nossa, quem diria. Pelo jeito a concorrência está usando todas as suas armas.
Amigo seu texto está bem equivocado, a grande maioria dos sites ESPECIALIZADOS gostou muito e a interface humilha o Android e o iPhone sendo prática, simples e sofisticada. Sem fala que traz o que tem de melhor no Zune HD e o melhor serviços de jogos online já feito que é a Xbox live, sem esquecer o mercado corporativo com o Office.
Meu próximo aparelho será um Windows Phone e a Microsoft quando aposta suas fichas, ela não joga pra perder.
08.03.2012 - 09h:58
28.02.2012 - 12h:45
05.10.2011 - 13h:51
10.09.2011 - 14h:06