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Big Data, Big Brother: Obama, Google e Facebook nos deixaram nus

Big Data, Big Brother: Obama, Google e Facebook nos deixaram nus
Ricardo Anderáos

Na esteira das revelações de Edward Snowden, o New York Times acaba de confirmar que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) vem cruzando dados de cartōes de crédito, e-mail, redes sociais, ligações telefônicas e aparelhos de GPS para desenhar um gigantesco mapa. Nele, cada cidadão dos EUA é posicionado, em tempo real, bem como todas as conexões reais e virtuais, de amigos, inimigos, amantes, parentes e afins.

Para quem trabalha com tecnologia, não chega a ser uma  surpresa saber que a espionagem americana tem essa capacidade. O que surpreende (ou amedronta, ou revolta, você escolhe) é a extensão da arapongagem, que gera um volume de dados capaz de empalidecer até a força bruta dos servidores do Google _que aparece aqui como mero tributário do amazônico rio de dados coletados pelo governo dos EUA. Isso é que é big data, brother!

Para quem não trabalha com tecnologia, a grande lição a ser aprendida é: NADA do que você faz no seu computador ou celular, do Facebook ao Gmail, de uma conversa a um torpedo, é privado. No  admirável mundo novo digital, estamos todos nus…

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Tela de Power Point da NSA conseguida pelo New York Times explica como o programa Mainway traça um mapa de todas as nossas conexões virtuais e reais

Segundo o jornal o programa espião da NSA, chamado Mainway, monitora 94 tipos de informações diferentes, incluindo dados de ligações telefônicas, banco e acesso à internet. Começou a ser usado em 2010 para mapear conexões de cidadãos americanos com pessoas ou organizações estrangeiras alvo de investigação dos serviços de inteligência. Os dados são obtidos com “parceiros empresariais” da NSA, como Google e Facebook, entre outros, além da invasão de redes estrangeiras _como feito no Brasil, por exemplo, com os dados da Petrobras e os e-mals da Presidência da República. Somente em agosto de 2011, segundo o jornal, o Mainway analisou 1,1 bilhão de ligações de celular por dia, apenas dentro dos EUA.