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22.06.2010

Berço da Humanidade fica a 50 Km de Joanesburgo

Crânios mostram a evolução de nossa espécie

Apenas 50 Km ao norte de Joanesburgo, encontra-se uma das áreas mais ricas em fósseis de homens pré-históricos do planeta. Chamada de “Berço da Humanidade”, nela foram encontrados os restos de nossos mais antigos ancestrais, o que valeu o reconhecimento como patrimônio da humanidade pela Unesco. Em seus 48.000 hectares, vários complexos de cavernas de rochas sedimentares criaram o paraíso dos arqueólogos. Para dar uma idéia de sua importância, só em Sterkfontein, a mais famosa dessas cavernas, foram encontrados 30% de todos os fósseis de hominídeos já catalogados até hoje.

Da dir. para a esq: fachada de Maropeng; saída do "bote fantasma"; uma visão geral do salão; e um close da instalação sobre animais extintos, mostrando um Dodó

A visita começa pelo museu Maropeng, uma original mistura de ciência com parque de diversões. No enorme edifício circular, situado no meio da savana africana, a visita começa em uma espécie de bote fantasma que nos coloca no clima da formação do planeta, alternando o calor das primeiras explosões vulcânicas com o frio das eras glaciais. Depois, um corredor circular dá a medida em escala de cada etapa da formação da vida no planeta.

Bonecos realistas mostram diferentes espécies do gênero Homo

A próxima atração é uma imensa sala subterrânea, na qual diversas instalações interativas vão explicando, de maneira didática, divertida e interativa, a evolução e o desaparecimento das espécies. As crianças ficam absolutamente maravilhadas. Quando nessa caminhada, finalmente, chegamos aos nossos primeiros ancestrais, a exposição se aprofunda. Além de telas e maquetes mostrando em detalhes a evolução anatômica de nossa espécie, modelos realistas em tamanho natural de cada tipo de hominídeo dão um caráter muito mais concreto às teorias evolucionistas.

Fragmentos fossilizados de unem para formar crânios completos

Na saída, alguns fósseis encontrados nas cavernas do Berço da Humanidade ficam em exposição permanente. Dentro de caixas de vidro, podemos ver os minúsculos pedaços de ossos petrificados que fornecem as bases para todo o conhecimento que os cientistas acumulam sobre a evolução de nossa espécie. Restos de plantas e outros animais pré-históricos também são exibidos.

Entrada de Sterkfontein, mais famosa caverna do Berço da Humanidade

Mas a parte mais impressionante da visita começa depois que deixamos Maropeng e nos dirigimos à caverna de Sterkfontein, a 15 minutos de carro. Ali foi encontrado, em 1947, o mais completo fóssil de um Australopitecus africanus, apelidado de “Mrs Plees”, com cerca de 2,15 milhões de anos. Com um bem-humorado guia à frente, mergulhamos quase uma centena de metros debaixo da terra, percorrendo diversos ambientes, alguns claustrofobicamente pequenos, em que temos de nos arrastar, e outros grandes o suficiente para abrigar uma catedral. Passo a passo, o guia explica as incríveis formações rochosas.

Uma das grandes galerias de Sterkfontein

Em uma dessas paradas ele mostra a porta que fecha a área onde os arqueólogos estão retirando da rocha, desde 1988, o esqueleto completo do “Little Foot”, uma das mais espetaculares descobertas arqueológicas dos últimos anos. Seu esqueleto é mais completo que o da famosa “Lucy”, com cerca de 3,2 milhões de anos,encontrada na Etiópia. Os estudos, ainda em andamento, indicam que sua idade pode beirar os 4 milhões de anos.  Em outra parada mostra como os arqueólogos identificam na rocha os locais onde podem encontrar ossos fossilizados

Na saída, uma passarela permite que caminhemos ao redor dos sítios já escavados pelos arqueólogos, onde é possível identificar exatamente o ponto de onde foram retirados os fósseis mais famosos, como “Mrs Plees”.

Passarela circunda os sítios de escavação de Sterkfontein

Faça seu comentário

Marcelo escreveu:

Importante conhecer

Muito interessante e muito mais relevante que futebol é conhecer esse acervo. Parabens a Africa do Sul que reconhace o valor desse patrimonio.

23.06.2010 - 00h:03

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