Hiperconectado - com Ricardo Anderáos

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26.07.2006

Audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve enterrado

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No final deste ano os restos mortais do ator James Doohan, que ficou famoso encarnando o engenheiro Scotty na série Jornada nas Estrelas, serão lançados na órbita terrestre, onde ficarão por alguns anos antes de sua reentrada na atmosfera terrestre, quando serão naturalmente incinerados. Doohan, que tinha o mal de Alzheimer, faleceu em julho do ano passado de pneumonia aguda aos 85 anos de idade. O evento vai marcar o início da operação da empresa norte-americana Space Services. Além do engenheiro Scotty mais 100 pessoas, entre as quais o astronauta Gordon Cooper, pioneiro do espaço pela Nasa em 1963, também terão um ?enterro espacial?. A Space Services oferece diversos tipos de pacotes. No Earth Return Service os restos mortais vão ao espaço e descem novamente à Terra, sendo devolvidos às famílias após um passeio espacial que custa US$ 500. No Earth Orbit Service, que custa US$ 1,3 mil, os restos são colocados em órbita. Por US$ 12 mil é possível enviar os restos para a órbita lunar, para a superfície da Lua ou para for o Sistema Solar. Mas como ?enterro espacial? é uma contradição em termos, alguém sugere um nome à altura da novidade?

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Cápsulas que recebem as cinzas que serão enviadas ao espaço

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escreveu:

18:36:46
Em termos simbólicos, evidentemente que é um acontecimento marcante para a Humanidade. Porém, em termos práticos, é pura futilidade. Lançar no espaço cinzas de mortos, pra que? Não seria melhor gastar esse dinheiro em ajuda aos necessitados? Aos milhões de crianças que vegetam nos ghetos das grandes cidades?

E depois dizem que Marx estava errado quando acusava o capitalismo de desumano...

26.07.2006 - 00h:00

escreveu:

13:20:46
Mais uma grande bobagem caça-níqueis sem nenhum sentido prático ou sentimental. Um corpo incinerado, um punhado de terra, um punhado de cinzas de cigarro, ou um punhado de estrume são exatamente a mesma coisa, apenas variando na forma e composição de suas moléculas. O espírito, que anima esta matéria, certamente não sentirá, em absoluto, nenhuma sensação no espaço físico de nossa dimensão. Igualzinho aos pingentes que carregam as cinzas de entes queridos. Puro oportunismo materialista e covarde, pois mexe com os sentimentos mais frágeis das pessoas de boa fé.

27.07.2006 - 00h:00

escreveu:

09:47:28
Dinheiro desperdiçado ou não, vai sair do bolso do morto, ele pode gastá-lo como quiser.

O dinheiro vai ficar aqui embaixo, circulando, cumprindo sua função e eventualmente usado para fins benignos ou malignos.

Se nossa vida se originou da matéria e estamos todos no mesmo universo, e o último desejo da pessoa é devolver essa matéria ao universo, que seja como ela pode e quer pagar para isso.

28.07.2006 - 00h:00

escreveu:

07:45:24

Eu preferiria uma linda e carissima piramide de 300 metros de altura toda feita de marmore verde,com meu nome em letras de ouro, com vista privilegiada sobre o Central Park!

29.07.2006 - 00h:00

escreveu:

09:50:33
Eu até entendo jogar os restos mortais no espaço para depois na reentrada na terra eles serão incinerados. Ou a ida e volta da terra, mas deixar em orbita na lua, ou pior ainda deixar na superficie da lua, que isso, daqui a pouco aquilo lá ta cheio de lixo, vai ficar poluido.

29.07.2006 - 00h:00

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